Osteopatia: O que é e uma breve história

A Osteopatia é um meio de diagnóstico, tratamento e cura que se utiliza de recursos manuais para interferir na estrutura e função do organismo e obter os resultados desejados. Está fundamentada em sólidos conhecimentos de anatomia, fisiologia e biomecânica. Requer uma experiência prática e holística que permite lidar com os tecidos e estruturas do organismo de uma forma extremamente hábil.

A osteopatia reconhece a doença que se instala devido a ocorrência de disfunções das estruturas musculoesqueléticas, ou seja, a lesão é um produto final de várias outras disfunções que já estavam ocorrendo (de forma sintomática ou não). E ainda prega que o próprio organismo tem a capacidade de se autocurar e recuperar.

Suas teorias e fundamentos foram observados há muito tempo. Hipócrates, médico grego, já dizia desde, antes de Cristo, que a doença era provocada pela relação do homem com agentes externos, como alimentação e o meio ambiente. Esses fatores poderiam influenciar negativamente o sistema de funcionamento do organismo, gerando situações internas que acabavam em doenças, e também percebia a força natural do organismo de lutar contra essas situações.

“Nossa natureza é o médico de nossas doenças” – Hipócrates, século IV aC.

Por volta de 1874, um médico chamado Andrew Taillor Still, americano da Virgínia, após anos de atendimentos e pesquisas, anunciou os princípios fundamentais nos quais baseava a prática de sua Medicina:

  • O corpo produz suas próprias substancias curativas;
  • A saúde depende da integridade de estrutura;
  • A estrutura viciosa é a causa fundamental das doenças.

Além dos princípios, criou um sistema de manipulações manuais que combinava o uso de medicamentos e cirurgias, baseado em um conhecimento apuradíssimo de anatomia, fisiologia e química existentes na época. Still Percebeu que era possível, por meio de toque manual, modificar o comportamento dos tecidos, e que as doenças tinham uma relação estreita com a estrutura corporal.

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